terça-feira, 18 de outubro de 2011

A chuva



Ha ha ha ha ha ha ha há!
As nuvens carregadas se rasgaram, e a água escorre sobre os sujos telhados
A bica despeja a sujeira acumulada no verão. Folhas, penas e pedregulhos escorrem ao chão
Fico pensando... Aí se essa chuva fosse eu
Levaria também toda a imundícia congestionada na mente hipócrita dos imbecis
Carregaria o moralismo patético dos homens e lançaria aos boeiros boquiabertos
Como uma enxurrada, derrubaria as estátuas da mesmice, desse jeito enfadonho de ser 
Precisamos de um lugar limpo, onde o sol da liberdade possa raiar no dia seguinte
Onde as mulheres possam andar livremente a decidir o seu próprio destino
Esse fogo ardente precisa queimar, essa vontade de arder deve se libertar
Há um vulcão prestes a explodir, a larva borbulha o seu veneno
Quem poderá deter? Quem ousará se opor a essa calda de fogo?
Dias melhores virão, as correntes estão sendo quebradas, 
A chuva está fazendo a sua limpeza.







4 comentários:

  1. Que lindo João!!...adoro você, a sua forma de ver o mundo liberta as pessoas, é muito bom participar do seu Blog, isto nos faz crescer.
    Grande Abraço!!!

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  2. Verdade...o João tem a mente aberta, não se prende aos padroes...pessoas como ele são raras!
    Quando li esse blog nem acreditei que existia alguem q pensasse parecido...
    bjos...sucesso no blog!

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  3. Nossa meninas, fico inteiramente lisonjeado com o carinho. É muito bom saber que me acompanham. Obrigado pela atenção e principalmente por me "ouvir".

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  4. cresce um poeta a dedicar-se a causa feminina?

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