sexta-feira, 21 de outubro de 2011
"Quando um não quer, dois não fazem. Mas quando os dois querem, fazem gostoso"
"Quando um não quer, dois não fazem. Mas quando os dois que¬rem, fazem gostoso"
Aquela não era exatamente a festa que ela queria estar naquele momento. Casamento evangélico de uma amiga de infância em pleno feriado prolongado, sinônimo de desânimo, e mesmice. Sem contar que lá iriam encontrar todas as amigas da época da escola, as que já não tivessem casadas e com filhos, estariam noivas ou com seus namoradinhos a tira colo. E ela??
Esqueceu os pensamentos, a final de contas quem morre de véspera é peru de Natal. Morena e linda colocou um vestidinho de festa, nada extravagante tendo em vista que não estava pretendendo passar mais de 2 horas na cerimônia, tempo suficiente para ver o pastor armar o pior discurso e cumprimentar os noivos, depois cair fora à inglesa... Chegando à igreja escolhida pelos noivos, de péssimo gosto por sinal, procurou um lugar pra sentar perto de alguém conhecido, logo acenou aquela colega chata que sempre sentava na frente na aula de matemática, como não conseguia enxergar mais ninguém correu para o lado da chata mesmo, a final de contas a cerimônia já tinha começado.
Ouvir aquele blá, blá, blá em uma igreja lotada, num calor de Dezembro. Estava tornando-se insuportável, até que... Em uma olhada panorâmica para os presentes no recinto, o olhar dela bate em um homem, estranho, nem bonito, nem feio, mais sexy. Quem seria aquele? – pensou. Freqüentou por muito tempo a casa dessa amiga, conhecia seus parentes mais próximos e não se recordava daquele em especial. Passou o resto da cerimônia matutando de onde já tinha visto aquele rosto. Ela era assim batia em uma fisionomia e já era... Passava o resto do tempo tentando lembrar. De gravar os nomes, era péssima, mais de fisionomia era ótima. Naquela tentativa incansável de tentar lembrar onde já tinha visto aquele rosto, a cerimônia passou que nem doeu.
Fim da cerimônia, chegada daquele momento que ela não queria o reencontro com as amiguinhas de colégio... Na fila de espera para parabenizar os noivos, já é abordada por uma com uma penca de filhos tomados pelas mãos. Aquele velho “Ahhh como você não mudou nada, continua linda com essa cara de menininha traquina” Risinho de canto de boca e um singelo ‘Obrigada, você também está ótima, são seus filhos?’ Aí a conversa passa a render, e chega à hora daquela pergunta que não quer calar: - Você já casou? Como uma mulher linda e independente dessa está solteira? E a fila parecia não andar, ela se recorda do rosto que estava de padrinho no altar, começa a caça por ele outra vez para passar o tempo e deixar aquela conversa chata de lado.
A recepção ocorreu em um salão ao lado da igreja, enfim ela consegue chegar perto dos noivos, recebe aquele abraço do pai da noiva que ela sempre achava que tinha uma quedinha por ela na adolescência, mais o velho nunca lhe chamou a atenção e tentava manter distância o chamando de “tio” apenas.
Fotos vão, conversa vem, até que aquele lugar não estava tão torturante como pensava anteriormente. Resolveu então ficar por ali mesmo, não tinha nada pra fazer em casa em pleno feriado, todo mundo viajando só ela naquele submundo de cidade. Quando estava empolgadíssima tomando o 5 copo de refrigerante da noite e comendo o 30º docinho, ela avista o homem que lhe chamou a atenção a cerimônia inteira, bem ali pertinho do noivo batendo o maior papo. Precisava achar um jeito URGENTE de chegar lá perto e descobrir quem era aquele macho alfa. Achou uma desculpa esfarrapada para se aproximar do noivo e ser apresentada a ele, ou quiçá reapresentada. Quando vai chegando perto, o noivo grita: - Ei moça, era você mesmo que eu estava procurando. Lembra desse aqui? Com aquela cara de paisagem que só ela consegue, responde um simples: - Ele não me é estranho, mas não recordo de onde, nem o seu nome.
Ahh ele me fez lembrar, aos 17 anos quando ela era 3º ano do ensino médio em uma gincana e aquela farrinha depois da equipe ter ganhado o então, na época, namorado daquela amiga, aparece com um amiguinho, mas naquele tempo ela nem o chamou atenção, também baixinha, franzina, com uma franja no olho e a carinha de menina de 12, nunca iria chamar a atenção de um homem daqueles. Mas como o tempo colaborou bastante com ela 10 anos se passaram e aquele era o momento de dá a tacada final, ou o golpe de minerva...
Entre risos e lembranças surge aquela troca de olhares maliciosos. Ela nem queria. Feriado, casamento chato, nada pra fazer, eis que nem tudo está perdido... A conversa entre eles rende e como rende... Os olhares de desejo só aumentavam e a mesma cara de menina traquina continuava, ela não iria deixar aquele macho alfa passar assim despercebido. Levantou logo a ficha completa dele. Estava recém separado, supostamente carente, tinha um filho e a ex mulher tinha ido embora para outra cidade. Ahah era tudo que ela procurava para passar o resto dos seus dias do lado.
Mais outra vez ela ia começar tudo errado, ou não... No desejo intenso e incontrolável por sexo não suporta a tentação de uma conversa a dois, um sinalzinho apenas dele, já estava ela pertinho do banheiro. Ela entra e ele vem atrás. Inacreditável aquele momento, seria ali no banheiro do salão do casamento de sua melhor amiga que ela iria fazer o sexo mais gostoso de sua vida com aquele homem maravilhoso.
Ele a coloca de costas na pia do banheiro e começa a lamber sua orelha e pescoço, ela consegue sentir sua ereção, vira de frente, trocam uns beijos quentes e demorados e já sentia a mão dele levantando o seu vestido e ela o ajuda a tirar o cinto e abaixar as calças. Sustentando seu corpo ali mesmo na pia, é penetrada por aquele pênis nem grosso, nem grande, mais gostoso, diria que na medida certa.
Aquela sensação de serem descobertos por alguém, a espera de algum convidado bater na porta do banheiro aumentava ainda mais o tesão do momento e o sexo se tornava cada vez mais intenso. Em meio à penetração, gritos abafados e beijos quentes gozam juntos. Olham para cara do outro e caem na risada, agora seria a hora de sair juntos do banheiro, mas como? Ele na sua personalidade de macho alfa a ajuda a se recompor, dá um selinho de confiança, pega na sua mão e saem dali com a cara lavada – literalmente – e a felicidade estampada e voltam para a recepção a fim de encarar o resto da festa.
Enfrentam os olhares do povo que sem entender nada do que estava acontecendo apenas olhavam e os deixavam passar. Chegam perto dos noivos se despedem e vão dar prosseguimento aquela noite no quarto dele e isso duraria até o próximo ‘Até que a morte nos separe’.
By Latin Lover
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Amei este conto!!!...como tudo que você escreve.
ResponderExcluiré verdade tenho sentido isso na pele
ResponderExcluirAi João vc como sempre me deixando ofegante com seus contos!!! amei...
ResponderExcluirEsse conto não é do João! É A... Latin Lover que escreve!
ResponderExcluirMuito fraco e cheio de erros de português >levou tempo demais no cenário. E a descrição do ato, da cena em si, foi fraquíssima!
ResponderExcluirParbéns pelo conto, desperta a nossa imaginação...
ResponderExcluirEu diria que muito mel e pouca pimenta rsrs é a fase que estou vivendo...
ResponderExcluirSuspirei agora!!!
ResponderExcluirPerfeito demais...
ResponderExcluiramo a forma que vc coloca as palavras...
amei seus comentarios
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