quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tira toda essa roupa e vem!



Lança fora essa calcinha que te aperta, essa blusa que sufoca, esse short que te prende. Arranca de ti todo o culto, esse medo, essa fé no invisível. Vem sem nada, sem crença. Acredita. Vem arder comigo essa vontade de viver, de sonhar, de fazer, de voar. Sei das tuas asas-atadas. Sei o quanto tu olha pro céu e viaja entre essas nuvens infinitas. Vem buscar o que é teu!

Teu mundo não é nesses muros. Tua sorte não está entre as grades que te impedem. Tu é maior que o mundo. O teu segredo é viver.

Tira essa roupa e vem navegar nesse mar! Aqui as portas perderam as chaves, as janelas não são fechadas. As bocas apenas cantam, não servem mais pra matar. Vem tear o teu mundo a teu modo. Desaprende e aprende outra vez.

Se despe e vem caminhar nessas ruas incertas. Os pronomes possessivos estão mortos. Agora só resta eu e você, eles e elas. E quem ditará nossas regras? Eu, você, nós. Cada um leva o seu corpo, sua alma, seu eu. E se acaso te aprouver te empresto o meu corpo, não o meu eu. E peço-te o teu. Mas não te preocupas que devolvo o que é teu, afim de que uses como quiseres.
Tira essa roupa e vem...


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