O quanto há de verdade na noite?
Sempre ouvir dizer que a noite era uma criança, mas ao que me consta as crianças são inteligentes, sinceras e na maioria das vezes muito honestas. Será que isso se aplica a noite?
Quantas máscaras escondem verdades numa bela noite estrelada?
Se fosse pra dar um único conselho sobre a noite eu diria: Nunca se apaixone por alguém a noite!
Se fosse pra dar um único conselho sobre a noite eu diria: Nunca se apaixone por alguém a noite!
Eu vejo a noite como um grande baile de máscaras. Alguns vivem num mundo que não lhes pertencem, tentam mostrar algo, tentam impressionar. Roupas emprestadas, carros que não pertencem a quem carrega suas chaves, cartão de créditos de terceiros. O que não se faz para impressionar?
Mulheres lindas, escondidas em maquiagens. Homens bem vestidos e bons de papo. Tudo junto numa tentativa frustrada de se mostrar. Quem pode ser melhor? Quem aparenta ser melhor?
E nesse baile de máscaras, mulheres, as gargalhadas, tentam desesperadamente esconder as lágrimas da decepção que acabaram de sofrer. Homens negam suas fraquezas e assumem um papel de “maxo”. Estão felizes. Pelo menos é o que se vê. Contudo não podemos negar que nem tudo é o que aparenta ser. De certo que essa deveria ser a grande definição de noite. “Nem tudo é o que aparenta ser”.
Embora seja uma grande hipócrita, é nela que encontramos abrigo para evitar o choro. É nela que extravasamos as nossas dores. Nos vingamos das injustiças da vida. É na noite que podemos aliviar o sofrimento. Colocamos nossas fantasias, talvez não para esconder quem somos, mas para nos esconder de nós mesmos. Talvez vestindo uma outra vida mais feliz, quem sabe a nossa não passa um pouco despercebida?

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